sábado, 2 de junho de 2012

Cotas racias





Em uma conversa casual dois colega entram em assunto um tanto quanto delicado

Cotas raciais em universidades

colega 1

opinião dele, era que achava algo injusto."Já que tema da luta do negro contra o racismo era a igualdade racial, isso não seria “desigual” uma vantagem para o negro.
Vejamos um negro pobre de uma periferia, favela e um branco pertencente a mesma comunidade e mesma realidade econômica, tentam uma vaga em uma faculdade , que o branco consegue uma pontuação um pouco maior do que a do negro, mas não suficiente para ingressar na faculdade, mas o negro consegue- é estranho não é? Injusto né
tudo bem a intenção das cotas é de diminuir o racismo assim não estará aumento, por culpa dessa concorrência”


-visão interessante, é evidente que não é uma visão racista sobre o caso, ou ,e nem um não apoio a intregaçao sócia economica dos negros (sendo que, cada 10 pobres brasileiros 6 são negros )
a resposta veio :

colega 2
“trezentos anos de escravidão, e quando libertos ainda eram excluso da sociedade (empregos , educação, futebol, o negro só teve direito a votar em 1934, ou seja, 56 anos após a abolição mas mesmo assim, apenas alfabetizados poderiam votar)
a consequência disto em bem clara nos dias de hoje”( Os negros, que têm rendimentos, em média, de R$ 390,90, recebem em média 46% a menos do que os brancos, que ganham, em média, R$ 718,50 por mês. Já os pardos (rendimento médio de R$ 441,50) ganham 39% a menos do que os brancos. Essa diferença é verificada em todos os segmentos passíveis de análise, sem que importe a ocupação, o setor de atividade, a escolaridade ou as horas trabalhadas: os brancos ganham sempre mais do que negros e pardos. Apenas 3,5% dos executivos das maiores empresas brasileiras são negros. As negras não chegam a 0,5%. Mas a população brasileira tem 49,5% de negros)...
“a intenção das cotas, é inclusão social, mais negros médicos, advogados etc.
Todos esses anos de racismo implantados no nosso cotidiano, derruba com uma força descomunal a autoestima de quem pertence a esse grupo étnico, ou seja a certeza que tais empregos nobres nunca serão de seus alcance
quem sabe quando as estáticas estiverem equilibradas possa por fim nessa nova lei.
Mas por enquanto, isto nada mais do que uma parte da divida que sociedade tem para os negros, e , é claro os indígenas”



mesmo que na constituição somos todos iguais negros e brancos,mas, somos diferente na visão de um porteiro de um condomínio, na de um policial, segurança de supermercado , posso ir até mais longe, um medico, juiz e etc. O racismo no Brasil é notório,talvez com cotas isso possa diminuir, teremos com um pouco mais facilidade instrução suficiente para ingressar nos empregos nobres, e atacar o racismo onde ele é mais forte na “elite” 







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